Guerra – Emanuel Messias Alves de lima https://cantandohistoria.com My WordPress Blog Sat, 27 Sep 2025 04:39:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 O Pacificador – Caxias https://cantandohistoria.com/2025/09/27/caxias-pacificador/ https://cantandohistoria.com/2025/09/27/caxias-pacificador/#respond Sat, 27 Sep 2025 04:39:35 +0000 http://localhost/wordpress/?p=24 No Brasil tivemos muitas guerras. Se eu sei algo sobre guerras é isso: se possível, evite-as. Mas já que elas aconteceram, podemos falar sobre. Neste Post conheça Duque de Caxias.

Pacificador

Luís Alves de Lima e Silva, ocupa um lugar central na história brasileira.

Nasce numa fazenda no Rio de janeiro, sendo filho de um renomado militar, é influenciado pelo pai a seguir carreira.

Com apenas cinco anos de idade ele vira cadete no 1º regimento de Infantaria de Linha. Sim, aos cinco anos de idade! Eram os anos 1.800, mais precisamente 1.808, isso seria bizarro hoje em dia, mas na época não era nada de mais, perfeitamente normal.

Definitivamente, avôs e avós são para estragar as crianças, não para educá-las…, O avô dele era o comandante do regimento. Mas vamos em frente.

Ingresso na Academia Real

Em 1.818, ele ingressa na Academia Real Militar, Três anos depois sai de lá como Tenente.

Daqui a gente pula pra guerra, porque o texto está ficando chato e a guerra é o que interessa.

Enfim sua carreira militar começa a ter importância mesmo na Guerra da Cisplatina onde demonstra liderança e outras habilidades.

Durante a guerra dos Farrapos, uma revolta regional na verdade, onde um grupo de pessoas do Rio Grande do Sul luta contra o governo Imperial brasileiro, Luís Alves, já coronel, tem um papel fundamental na pacificação da região, negociando com líderes rebeldes

Ele entra com diplomacia na balaiada e usa força militar somente quando realmente necessário, reestabelecendo a paz na região do Maranhão.

Auge

Definitivamente, seu auge acontece na Guerra do Paraguai (1864-1870): um dos maiores e mais sangrentos conflitos na América do Sul, envolvendo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Então, Luís, se torna Duque de Caxias em 1.869, sendo o único brasileiro a conquistar o título de Duque, nomeado comandante das forças brasileiras lidera campanhas decisivas que resultam na vitória contra o Paraguai. Sua estratégia e liderança são cruciais para o sucesso do Brasil na guerra.

Eventualmente, O pacificador deixa a guerra praticamente ganha, em seu lugar assume o Conde D’Eu com a missão de evitar uma reorganização das forças paraguaias e eliminar o presidente vitalício/ditador/chefe de Estado e iniciador da guerra Solano Lopes.

Enfim, o desempenho em tantas guerras ajuda a formar a geografia brasileira de hoje. Podendo ser considerado um herói por sua influência e conquistas.

Anualmente comemoramos o dia do soldado, no dia 25 de agosto, em homenagem ao seu aniversário.

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Conde D’Eu https://cantandohistoria.com/2025/09/26/conde-deu/ https://cantandohistoria.com/2025/09/26/conde-deu/#respond Fri, 26 Sep 2025 22:26:41 +0000 http://localhost/wordpress/?p=14 Princesa Isabel, heroína por méritos ou circunstâncias, é um nome popular graças à Lei Áurea, nome não tão popular é o de seu esposo Gastão de Orleans o Conde D’Eu(Lê-se Conde Di).

Aventura

Uma aventura, um casamento, um novo mundo. Comprometido com uma princesa, Gaston viaja ao Brasil para conhecer sua prometida. Ansioso talvez, disposto com certeza.

  • Currículo: príncipe francês sem direito ao trono, sua família fora banida e viveriam num palacete na Inglaterra cedido pela Rainha Vitória, prima de sua mãe. Militar famoso pela Espanha, frequentou a Academia Militar de Segóvia. Participou da guerra contra os mouros de Marrocos, ganhando o posto de capitão de cavalaria e algumas medalhas. Estudioso, poliglota, e relativamente famoso.

Ao desembarcar foi logo conhecer sua prometida, ninguém menos que uma princesa do Brasil, Leopoldina.

Um fato sem importância

Um fato sem importância, mas interessante, Gaston achou a princesa, simplesmente, feia. Interessante porque Gaston, apesar de suas muitas qualidades, não era, visualmente, grande coisa.

Assim como pode ser difícil prever as marés, não se pode prever os humanos. Depois de uma longa viagem, cansativa e frustrante, mais frustrante foi não se afeiçoar. Então era necessário se apaixonar pela princesa? Não. Era um casamento arranjado entre nobres. Mas se apaixonar seria muito bom.

Apesar de não se afeiçoar a princesa prometida, a irmã da mesma, Isabel, apesar de ser visualmente tão desinteressante quanto Leopoldina, por algum motivo despertou o interesse e conquistou o francês. Leopoldina também não ficou só, o acompanhante de Gaston na jornada estava “prometido” a Isabel, mas aceitou trocar de parceira.

Tudo bem, como eu disse eram casamentos arranjados, certo. E estranhamente, apesar das disputas, parece que todo mundo era parente nessa época. Pelo menos nas cortes europeias.

Voltando ao que é importante

Isabel do Brasil, princesa imperial, foi de suma importância para o fim da escravidão. Perseguida por grande parte da imprensa por se casar com um “estrangeiro”. Foi regente do Brasil por três vezes, na ausência do imperador, D. Pedro II. Na primeira, assinou, com anuência do Imperador, a Lei do Ventre Livre, que tornava livre qualquer filho de escrava nascido a partir daquela data. Na segunda, assinou a Lei Áurea, mesmo enfrentando a pressão contrária da sociedade, militares e políticos.

Mas voltemos a Gaston, ou melhor, Luís Filipe Maria Fernando Gastão d’Orléans, o Conde D’Eu. Em 1864, casou-se com a princesa imperial Isabel. Em pouco tempo foi nomeado comandante geral de artilharia e presidente da comissão de melhoramentos do Exército quando foi iniciada a Guerra do Paraguai.

É nessa guerra que Conde D’Eu ganha status de herói. Nomeado comandante-chefe dos Exércitos Aliados, substituindo o Duque de Caxias, em 1869, Gaston finaliza a guerra em um ano e decreta, com a permissão do imperador, o fim da escravidão no Paraguai.

Forças paraguaias invadiram as províncias brasileiras de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Após anos de batalha e com a guerra “ganha”, Caxias decide afastar-se, por não ver necessidade de caçar o ditador paraguaio Solano López, que iniciou a guerra. Gaston assume o posto, mais que caçar López, reorganiza as forças armadas, demite supostos saqueadores e reanima o exército. Após o fim da guerra e morte de Solano López, Gaston volta ao Brasil e é recebido como herói.

Impopularidade orquestrada

Apesar dos grandes feitos e do apreço popular, Conde D’Eu e Princesa Isabel tornam-se vítimas de calúnias e injúrias por parte de militares e da imprensa. Perseguidos pelo recém-formado “Clube dos Republicanos” e estranhamente ignorados pelo Imperador.

Imprensa e influentes do governo jogavam a culpa de qualquer problema do país nos dois, isentando D. Pedro II e qualquer outro de culpa. O Conde e a princesa, apesar de não participarem da política, salvo quando em regência, passaram a ser atacados pela imprensa republicana. Em especial por Rui Barbosa, que contribuiu muito para a queda da popularidade do casal.

Em resumo:

Apesar da luta pela soberania nacional e pela abolição da escravidão junto a sua esposa, Princesa Isabel, foi perseguido por ser estrangeiro e talvez por ser um empecilho ao golpe de estado que viria contra o Imperador, por parte do exército que o próprio imperador fortaleceu. Golpe esse apoiado pela imprensa republicana, que infelizmente, ao invés de fazer jornalismo, fazia panfletagem.

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